“Gostaria que o que dissesse aqui fosse como o contar um sonho. O que é que se aprende ouvindo os sonhos dos outros? O que é que se aprende tentando interpretar os nossos próprios sonhos? Camas à beira de falésias. Grutas habitadas por tribos pintalgadas. Um marinheiro que faz naufrágio para inventar um país que lhe afogasse as saudades do seu. O que é que se aprende lendo os sonhos dos outros, os pesadelos dos outros? sim porque a literatura é isso. Feita dessa matéria mesmo de que os sonhos são feitos de.”
A crítica ao livro de estreia (ramirosório superstrass) foi publicada na revista “Colóquio Letras” da Fundação Calouste Gulbenkian de Lisboa. (Prestigia os autores – a fortiori um estreante – serem seleccionados para integrarem as escassas páginas de crítica dessa revista literária.)
A autora da crítica a “A Lua Prometida” é a mais conhecida escritora portuguesa de literatura infanto-juvenil (Em Portugal goza de uma notoriedade como Lygia Bojunga no Brasil.) A crítica foi publicada pelo mais institucional jornal português: o Diário de Notícias.
O autor da resenha sobre a pintura em desfile é Martim Avillez Figueiredo, para o irreverente semanário “O Independente”.


